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Para Refletir

Toda semana um novo texto.
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Aceitação

03 jul 2009
Maria Teresa Guimarães

Durante apenas vinte e quatro horas, tente se dedicar à aceitação total, aconteça o que acontecer. Se alguém o insultar, aceite isso, não reaja, e veja o que acontece. Subitamente você irá sentir uma energia completamente nova fluindo dentro de você. Vamos supor que alguém o tenha insultado: você irá sentir-se fraco, perturbado, começará a pensar em como se vingar. Aquele que o insultou terá aprisionado você, e agora você irá andar em círculos. Durante dias, noites, meses, até mesmo anos, não será capaz de dormir, terá pesadelos. Há pessoas que podem desperdiçar uma vida inteira por uma besteira, apenas porque alguém as insultou.

Olhe para trás, para o seu passado, e examine suas lembranças.Você era ainda uma criança quando o professor o chamou de idiota na frente da turma, e até hoje você se lembra disso com ressentimento. Seu pai disse algo de que você nem se lembra mais, e mesmo seu pai já não se lembra. Sua mãe olhou para você de uma certa forma e desde então se abriu uma ferida. Ela ainda está aberta, viva; se alguém a tocar, você irá explodir. Não permita que essa ferida cresça. Não faça dessa ferida sua alma. Vá até as raízes, junte-se ao todo. Durante vinte e quatro horas, apenas vinte e quatro horas, tente não reagir e não rejeitar aquilo que acontecer.

Se alguém o empurrar e você cair no chão, apenas caia! Depois levante-se e vá em frente. Não faça nada a respeito. Se alguém o agredir, curve a cabeça e aceite isso com gratidão. Vá em frente, não faça nada durante vinte e quatro horas e você irá descobrir um fluxo de energia que talvez nunca tenha sentido, uma nova vitalidade vinda das raízes. Assim que você passar a conhecer essa vitalidade, uma vez que a tiver experimentado, sua vida será diferente. Então você vai rir de todas as coisas tolas que tem feito, de todos os ressentimentos, reações e vinganças com os quais estava se destruindo.

Ninguém mais pode destruir você a não ser você mesmo. Ninguém mais pode salvá-Io exceto você mesmo. Você é seu próprio Judas, seu próprio Jesus.

(Osho – Osho de A a Z)

 

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Momentos de Saúde

29 jun 2009
Maria Teresa Guimarães

O mundo está repleto de pessoas surdas que conversam; de convivências mudas que se expressam.
Fala-se muito sobre nada e dialoga-se em demasia sobre coisa nenhuma, resolvendo-se uma larga fatia de problemas, que permanecem…
Quando alguém se te acerque e fale, procura ouvi-lo e registrar-lhe a palavra. Talvez não tenhas a forma ideal para dar-lhe, nem disponhas do que ele espera de ti. Muitas vezes, ele não aguarda muito e somente fala por falar.
Concede-lhe atenção e o estimularás, facultando-lhe sentir-se alguém que desperta interesse.
Se ele resolve confiar em ti e se desvela, respeita-lhe a problemática e ajuda-o, caso tenhas como fazê-lo.
Por tua vez, vence o medo de te revelares. Certamente, não abdicarás da prudência nem do equilíbrio; no entanto, é saudável dialogar, descerrar painéis escondidos pelo ego ou mas carados para refletirem imagens irreais.
Na tua condição de criatura humana frágil, a convivência honesta com outras pessoas contribuirá eficazmente para a tua harmoni zação íntima.
Assim, torna-te compreensivo, paciente, um terapeuta fraternal.
Não cries estereótipos, nem fixes pessoas a imagens que resultam de momentos.
Todos estamos em contínuas transformações, e nem sempre se é hoje o que ontem se aparentava. Novas experiências e lições vieram juntar-se à pessoa de antes, qual ocorre contigo.
É o inexorável imperativo do progresso em ação.

(Joana de Ângelis / Divaldo Franco)

 

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Dança das Cadeiras – Dança da Vida – O Feminino Nosso de Cada Dia! 6º Encontro: Eu e As Meninas: Nossas Múltiplas Versões!

12 jun 2009
Maurício Peixoto

Somos “plural”, somos versáteis, somos muitas. Somos várias de nós mesmas. Enfim, somos muito interessantes! Tão interessantes, que às vezes não nos aguentamos. Afinal, somos muitas.

Muitos pensamentos, muitos sentimentos, muitos sonhos, muitos desejos. Amor, medo, raiva, afeto, tristeza, alegria. Queremos e não queremos. Choramos e sorrimos. Brincamos e esperneamos.

Somos independentes e carentes. Somos decididas e inseguras. Somos firmes e queremos colo. Enfim, somos muito interessantes! Somos mesmo, muito especiais!

“Somos tudo ao mesmo tempo e agora”. Uma definição para adolescente é a seguinte: “Queremos tudo ao mesmo tempo e agora”. Portanto, somos adolescentes em maturação; ou quem sabe, adultas que às vezes nos permitimos as idiossincrasias de adolescente.

Enfim, somos tudo isso e muito mais. E, me permitindo o “replay” e a necessidade de auto-afirmação assim como uma típica adolescente: Somos muito interessantes!

Na verdade somos nossas meninas que ora nos damos as mãos e nos acolhemos, ora nos viramos as costas e ficamos de mal e ora nos encaramos com o olhar da verdade, da admiração e do auto amor.

Estarei aqui, eu e as minhas meninas, recebendo você com as suas meninas, para mais uma manhã onde dançaremos a vida, a partir do reconhecimento das nossas múltiplas facetas.

Venha escolher e assegurar a “cadeira” que comportará você e a sua “turma”. E aí, é só apresentá-la ao mundo.

Dia 27 de Junho de 2009 – Sábado.
De 9:00 às 13:00 horas.

Até lá.

Maria Teresa G. P. Peixoto

 

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Falar / Dialogar

05 jun 2009
Maria Teresa Guimarães

Comunicação é troca de sentimentos.
Milton Santos

A melhor conversa é aquela em que não há competição na vaidade, mas na calma troca de sentimentos.
Samuel Johnson

Argumentação é uma troca de conhecimentos, discussão é uma troca de ignorâncias.
Robert Quillan

Palavras são um brinquedo que não fica velho. Quanto mais as crianças usam as palavras , mais elas se renovam.
José Paulo Paes

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O Medo de Ser

29 maio 2009
Maria Teresa Guimarães

O medo de ser paralisa o gesto de afeto pelo temor do ridículo, do riso, do escárnio, da gozação, da indiferença e, até, do elogio.

O medo de ser impede a franqueza diante daquele de quem se depende. O medo de ser impossibilita a entrega completa porque ela pode ser mal interpretada. O medo de ser prolonga muita coisa que já acabou…

O medo de ser paralisa o gesto de amor; adia o telegrama de parabéns; não envia a carta de amor; finge que não odeia; esconde-se na simpatia; simpatiza com os escon derijos; faz concordâncias irrefletidas; aceita influências; finge-se de forte; depende do que aparenta…

O medo de ser é a fuga do mais genuíno e próprio de cada pessoa por causa dos padrões e modelos e comporta mentos inculcados, introjetados, inoculados, disfarçados em amor…

O medo de ser forma a legião das representações que envolvem 80 (90? 95?) por cento dos nossos atos.

O medo de ser gera outros eus. Gera o tu, o ele, o nós, o vós, O eles no eu; e não o eu no tu, no ele, no nós, no vós, neles, como expressão mais autêntica e verdadeira do que somos e não do que fingimos ser.

(Artur da Távola: Alguém que já não fui. Crônicas, Salamandra Consultoria Editorial, Rio de Janeiro, RJ, 1978)

 

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Tua pobre e velha mamãe

15 maio 2009
Maria Teresa Guimarães

Sabe-se lá porquê, a mulher de Nasrudin aborreceu-se com ele e preparou-lhe uma sopa estupidamente quente, torcendo para que, ao tomá-la, queimasse a boca. Assim que a sopa foi servida, esqueceu-se da trama e tomou ela mesma uma colherada, sem cuidar de esfriá-la. As lágrimas brotaram-lhe dos olhos – mas ainda alimentava a esperança de que Nasrudin viesse a tomar sua colherada daquele caldo fervente.
“Por que você está chorando?”, ele perguntou.
“Minha pobre e velha mamãe, um pouco antes de morrer, tomou uma sopa bem assim. A lembrança fez-me chorar.”
Nasrudin debruçou-se sobre a sopa e atacou-a com um gole caprichado. As lágrimas rolaram-lhe pela face, exatamente como ocorrera a sua mulher.
“Ora, Nasrudin, será que estás chorando?”
“Estou sim”, respondeu, “estou chorando só de pensar que tua pobre e velha mamãe morreu e te deixou viva.”

(Histórias de Narudin, Dervish Ed, 1994)

 

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Encontros e Encantos na Relação Homem – Mulher: A Comunicação Possível!

01 maio 2009
Maria Teresa Guimarães

“Nós nos amamos, mas não nos queremos mais”.
Esta é a fala da personagem da atriz Lilian Cabral no filme “Divã”. Se a frase é exatamente esta, não sei. Porém, foi isto que registrei.

“Nós nos amamos, mas não nos queremos mais”. Você entende o que isto significa? Você já viveu ou está vivendo algo parecido? Ou vocês se amam e ainda se querem? Ou você não teve a oportunidade de viver um relacionamento e, portanto, não tem como saber, internamente, o significado desta comunicação?

Sim, comunicação, sim! O que a personagem comunica com esta frase? O que o seu parceiro, ao ouvir esta frase, está entendendo? Que pensamento, que sentimento e emoção estão contidos nesta comunicação? E que pensamento, que sentimento e emoção vive aquele que está sendo comunicado?

É assim com esta frase e é assim com tudo o que se fala e se ouve. Um relacionamento sempre vem acompanhado de muitas variáveis. São situações pessoais e história de vida que, positiva ou negativamente, influenciam o diálogo, as discussões, as tentativas de entendimento e de encontro. Quantas vezes, numa relação, ambos tentam expressar suas dores, seus amores, suas alegrias e insatisfações, mas a sensação é de que não há escuta? E, não havendo escuta, não há comunicação; não há diálogo; não há entendimento; não há encontro e, portanto, não há encanto.

Encontros E Encantos na Relação Homem-Mulher: A Comunicação Possível!

Esta é a proposta deste nosso encontro. Nós, eu, você, homens, mulheres, casais ou não, estaremos juntos para vivermos a comunicação do encontro e do encanto, ou até mesmo a comunicação do desencontro e do desencanto. Viveremos possibilidades para um “comunicar-se” mais claro nas relações afetivas, tendo como foco, mais que um relacionamento ideal, um relacionamento real, transparente e mais verdadeiro.

Dia 16 de maio de 2009 – sábado – das 9:00 às 13:00.
Até lá!

Maria Teresa G. P. Peixoto

 

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Sobre homens e mulheres

24 abr 2009
Maria Teresa Guimarães
Só um homem sabe o que é:
(Claudio Paiva)
Só uma mulher sabe o que é:
(Regina Valladares)
“Ser homem é trabalhar prá cacete em prol de uma família que reclama que você trabalha
prá cacete.” “É coisa de mulher ter certeza absoluta de que é a responsável por tudo o que não vai bem na relação.”
“É coisa de mulher ter certeza absoluta de que é a responsável por tudo o que não vai bem na relação.”
Todo homem tem a obrigação social:
(Eduardo Barra)
Só uma mulher sabe o que é:
De pilotar a churrasqueira.De ler manual de aprelho eletrônico.
De resolver os problemas do computador.
Crise ConjugalCrise existencial
Crise de identidade
Crise de nervos
Alex Grey: Original Face
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Face Original

11 abr 2009
Maurício Peixoto

O zen diz: “Descubra a sua face, a face que você tinha antes de nascer. Encontre essa face que você terá novamente quando estiver morto. Entre o nascimento e a morte, aquilo que você pensa ser a sua face é meramente acidental. Você a viu em um espelho. Você não a sentiu a partir do interior, você tem procurado por ela em sua exterioridade. ”

Você conhece sua face original? Você conhece apenas aquilo que seu espelho lhe mostra. E todas as nossas relações são apenas espelhos. Você só verá sua face original no silêncio profundo.

(Osho: Osho de A a Z – Um dicionário espiritual do aqui e agora, Ed. Sextante, 2004)

 

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Dança das Cadeiras – Dança da Vida: O Feminino Nosso de Cada Dia! 5º. Encontro: “Eu Me Amo: Semeando a Minha Vida!” Um Agradecimento

04 abr 2009
Maria Teresa Guimarães

Mais um encontro “Dança das Cadeiras”. E nosso primeiro encontro de 2009.

Eu me amo! Eu me amo! Eu me amo!
Eu te amo!

Este é o nosso lema neste mês de março em que homenageamos o feminino. Este é o nosso lema “companheiro” para o resto de nossas vidas. Este é o nosso lema pra você, participante ou não deste encontro. É um alerta para que esteja atenta a uma regra “muito simples”: aceitação e auto-respeito. Muito simples?

Foi assim que encerramos nosso encontro do dia 28 de março de 2009. E é assim que desejamos viver a partir de agora: nos aceitando, nos respeitando, nos amando.

Semeamos alguma coisa neste encontro? Tenho pra mim que começamos a preparar a nossa terra, escolhemos sementes que criarão raízes, e que vão se desenvolver, respeitando o tempo e o jeito de cada uma de nós. Mas, semeamos sim um olhar mais atento para o que estamos fazendo com o nosso ser em essência e com a nossa vida.

Mais uma vez trocamos atenção, afeto, verdades, medos, alegrias. Compartilhamos “sementes” de vida, de amor, de descobertas.

Arriscamos confiar na intuição, na percepção, nas sensações, que, como nossas aliadas,informam, apontam, sinalizando o que vem do coração, da mente e do corpo. Enfim, ousamos confiar no que vimos, no que ouvimos, no que sentimos e no que pensamos.

Eu me amo! Eu me amo! Eu me amo!
Eu te amo!

Agradeço a todas vocês que, juntas, criaram e possibilitaram a realização de mais um encontro.
E repito aqui a questão: O que você está fazendo com o seu ser em essência e com a sua vida?

Seja o “seu amor”!

Maria Teresa G. P. Peixoto
Psicoterapeuta – CRP: 05/4738

 

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Um conto acautelador

27 mar 2009
Maria Teresa Guimarães

…Até agora, Patty nunca se dera conta de que o tempo é tão adesivo quanto o amor, e que quanto mais tempo você passa com alguém, mais é provável que se encontre com uma espécie de coisa permanente com que lidar, a que as pessoas se referem despreocupadamente como “amizade”, como se isso esgotasse o assunto, quando a verdade é que mesmo que “seu amigo” faça alguma coisa irritante, ou que você e “seu amigo” concluam que vocês se detestam, ou que “seu amigo” vá embora e vocês percam o endereço um do outro, você ainda tem uma amizade, e embora ela possa mudar de forma, parecer diferente sob diferentes luzes, tornar-se um embaraço, um estorvo ou um sofrimento, ela não pode simplesmente deixar de ter existido, não importa quão profundamente se enterre no passado, de modo que tentativas de negá-la ou destruí-la não só constituirão traições da amizade, mas de maneira mais prática estão fadadas a ser infrutíferas, causando dano apenas para os seres humanos envolvidos e não para aquela selva viscosa (amizade) em que esses seres humanos se enredaram, de modo que se em algum momento no futuro você for querer não ter sido amigo de uma pessoa particular, ou se for querer não ter tido a amizade particular que você e essa pessoa podem ter um com o outro, então não se torne amigo dessa pessoa de maneira alguma, não converse com ela, não chegue perto dela, porque assim que você começar a ver alguma coisa do ponto de vista dessa pessoa (o que acontecerá inevitavelmente assim que você se colocar perto dela) as bases para uma compreensão mútua certamente vão escorregar sob os seus pés…

(Deborah Eisenberg: A cautionary tale)

 

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A Virgem da Lua e a Virgem do Sol

20 mar 2009
Maria Teresa Guimarães

Isto aconteceu há muito, muito tempo, tanto tempo que talvez ninguém se lembre. Na época, a lua e o céu não brilhavam tão alto no céu; viviam mais embaixo, pertinho da terra. E hoje ninguém mais sabe que a lua e o sol eram duas moças encantadoras, tanto que dificilmente se poderia dizer qual era a mais bela. Naquele tempo, bastava erguer os olhos para contemplar à vontade as virgens celestes. Quanto às crianças, não havia um só dia em que não encontrassem uma escada, para ir ficar junto das duas jovens no céu.

Ah, o céu! O que posso dizer-lhes dele? Tudo lá era tão lindo que nenhum mortal jamais vira semelhante maravilha. O céu era juncado de nuvens macias de seda branca, nuvens azuladas serviam de cortinas e quando a tarde caía, a Virgem da Lua acendia as estrelas, a fim de que, lá embaixo, na terra, os homens pudessem ver bem. Quando às vezes o sol e a lua desciam à terra, a própria rainha das flores, a bela peônia, fechava suas flores, envergonhada diante do esplendor das virgens celestes. E não era de estranhar! A lua e o sol não usavam roupas tecidas com nuvens brancas, diademas de auroras e longas echarpes de arco-íris cintilantes?

Mas nenhuma das moças se envaidecia com isso; pelo contrário. Eram encantadoras e prestativas. De vez em quando, erguiam as cortinas azuis do céu para dar uma olhada lá fora e conversar um pouco com os humanos. Mas as crianças eram as preferidas. Aliás, a criançada quase nunca as deixava em paz. Assim que podiam, as crianças subiam, para se balançar nos ares em alguma nuvem fofinha. E a lua colhia para elas grandes ramalhetes de estrelas, para que pudessem iluminar o caminho de volta.

Mas neste mundo nada é eterno. Um dia, apareceu na terra um homem malvado, com uma alma mais negra do que a noite mais negra. Uma bela manhã ele subiu até o céu, rasgou as cortinas e pisoteou os tapetes brancos. Sabem o que aquele descarado se atreveu ainda a fazer? Roubou da lua a sua mais bela echarpe de arco-íris.

A cólera das duas jovens foi terrível. Na mesma noite elas foram se instalar bem no alto do céu.

No dia seguinte, ao acordar, as crianças levantaram os olhos para o céu. Mas… para onde haviam ido as nossas amigas celestes? Começaram então a gritar bem alto, chorando e chamando sem parar. A lua sentiu pena de suas queridas crianças e desceu para brincar com elas. Mas o homem malvado surgiu de repente e agarrou a lua. Não houve meio de fazer com que a soltasse. Aquilo era o cúmulo do atrevimento! Assim que o sol viu a cena, tirou as agulhas da cabeça e começou a furar e espetar os olhos do bandido, que finalmente soltou a sua presa.

Mas, desde aquele dia, a virgem do sol nunca mais guardou suas agulhas, e ai daquele que se atreve a olhá-la diretamente nos olhos: ela espeta e fura sem piedade. Quanto à lua, ela não consegue esquecer as suas queridas crianças. Por isso, quando a noite cai, ela anda suavemente no céu, olha pelas janelas das casas e acaricia, com seus raios um pouco frios, os cabelos das crianças adormecidas.

(Contos Chineses, Paulus, 1996)

 

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Dança das Cadeiras – Dança da Vida – O Feminino Nosso de Cada Dia Tema: “Eu Me Amo: Semeando a Minha Vida!”

13 mar 2009
Maria Teresa Guimarães

Março, Outono, Mulher.

Final de Verão – colhemos os frutos.

Início do Outono – semearemos a terra.

Estamos agora preparando a terra com sementes que florescerão e frutificarão após o reciclar do que brotou.

Semear para renovar. Semear para transformar. Semear para saborear.

Semear o feminino. Semear a vida. Semear o amor que brota aqui dentro. Semear o amor que brota aqui, no interior do coração, no interior da alma, no interior deste ventre fértil, vibrante, pulsante.

Semear para nos “criar”. Semear para nos “fortalecer”. Semear para nos “amar”.

Março, outono, mulher.

Mova a sua terra. Plante a semente da sua vida. Cuide deste momento, observando. Apenas, observando. Fertilize a terra com serenidade. Fertilize a terra com consciência e admiração. Contemple. Esta é a sua criação. Isto é o “meu amor”.

“Eu Me Amo!”

Vamos nos encontrar para mais uma manhã de trocas, onde podemos compartilhar alegria, aprendizado, amor e verdades da nossa essência.

Até lá!

Maria Teresa G. P. Peixoto

 

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A alternativa

06 mar 2009
Maria Teresa Guimarães

“Sou uma pessoa hospitaleira”, disse Nasrudin na casa de chá a um grupo de amigos.
“Pois muito bem – leva-nos todos para jantar em sua casa”, disse o mais voraz.
Nasrudin juntou a turma toda e foi caminhando com eles até sua casa.
Quando já estava quase lá, disse:
“Vou na frente para avisar minha mulher: vocês esperem aqui.” Sua mulher, ao ouvir as novas, deu-lhe umas bordoadas.
“Não tem comida em casa – mande-os embora.”
“Não posso fazê-lo, minha reputação está em jogo.”
“Muito bem, sobe, e eu lhes direi que você não está.”
Depois de aproximadamente uma hora, os convidados, impacientes, apinharam-se diante da porta, gritando: “Nasrudin, deixa-nos entrar.”
A mulher do Mullá veio ter com eles.
“Nasrudin não está.”
“Mas nós o vimos entrar em casa, e estivemos todo o tempo vigiando
a porta.”
Ela permaneceu em silêncio.
O Mullá, observando de uma janela do andar de cima, foi incapaz de conter-se. Debruçando-se para o lado de fora, gritou:
“Eu poderia ter saído pela porta dos fundos, não poderia?”

(Histórias de Nasrudin – Trad. Cukiermam & Cromberg, Dervish Ed., 1994)

 

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Eu desejo. Eu quero

02 mar 2009
Maria Teresa Guimarães

EU DESEJO.
EU DESEJO significa: não seria bom se…
Se você sempre tomar a decisão que a maioria das pessoas toam, você vai ser igual a todo mundo.
Sempre desejando que a vida fosse diferente.

EU QUERO.
EU QUERO significa se quiser mesmo uma coisa eu a terei.
Ter o que você quer significa tomar as decisões que precisa para obter o que quer.
Não as decisões que aqueles
ao seu redor acham que deveria tomar.
Tomar a decisão certa é chato, previsível e não leva a nada novo.
A decisão arriscada faz você pensar e reagir de um jeito que nunca havia pensado antes.
E este pensamento levará a outros pensamentos que o ajudarão a conseguir o que quer.
Comece a tomar más decisões e isto o levará a um lugar onde outros apenas sonhariam em estar.

(Paul Arden, Tudo o que Você pensa, Pense ao Contrário)

 

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