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Para Refletir

Toda semana um novo texto.
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Quem comeu o meu bolo? Ou da luta entre a aparência e a essência

10 set 2010
Maria Teresa Guimarães

Alguém comeu o meu bolo! Com certeza alguém está comendo os meus bolos. Na delicatessem perto de casa o bolo sumiu. Na padaria da esquina também não tem bolo. Na cafeteria do shopping, cadê o bolo?

E o que eu encontro? Tortas, tortas e mais tortas! De todos os tipos, tortas quentes ou frias, doces ou salgadas, com e sem frutas, com pouco chantili ou com muito, muito chantili. Coberturas de todos os tipos e cores. Amendoins, castanhas ou amêndoas. Chocolate branco ou preto. Morangos, damascos, maçãs ou pêssegos. E isto sem contar a linha do natural, comida viva ou mais ou menos.

Mas você dirá que há bolos nestes lugares, mas eu não acho. A menos que você chame de bolo aquelas coisas esponjosas que ficam naquelas lindas cristaleiras em cima do balcão. Suspeito até que haja uma única fábrica secreta, dirigida por um empresário de cartola, inescrupuloso, e que, fumando charutos usa o trabalho infantil para produzir todas estas fraudes.

A bolo eu me refiro aquela coisa gostosa, fofinha, não excessivamente doce feita pela mãe ou avó. Ou talvez ainda por aquela cozinheira gorda e simpática, cujo cheiro te faz flutuar até a cozinha. O cheiro do bolo, é claro! Bolo é aquilo que a gente comia de tarde com uma xícara de café. Ou às vezes no café da manhã, quente e com generosas porções de manteiga (manteiga mesmo).

Quem comeu estes bolos?
Mais que isto. Por que as tortas estão vencendo???
Eu tenho uma opinião. Não, uma opinião não. Menos. Uma suspeita. Quem sabe vocês concordam. Sigam o meu raciocínio:
Olhem para um bolo e olhem para uma torta. Quem é mais “bonito”? Bem, gosto não se discute, e alguém pode até achar a torta muito “perua”, cheia de ornamentos “mis”. Mas com certeza a torta promete mais. O bolo é só aquilo; um pedaço de massa. A torta não; ela vem cheia de penduricalhos, cores e formas. Ela se promete aos seus olhos. Diz o tempo todo: – Coma-me!

Já o bolo só tem aquele cheirinho delicioso, e isto apenas quando sai do forno ou está em cima da mesa. Mas, pobre coitado, nós só vemos hoje as coisas por detrás de muros de vidro, e dentro de balcões refrigerados. O nariz foi amputado e o olho agigantado.

Vivemos hoje, como diz Guy Debord, uma sociedade do espetáculo. As coisas estão mais para o que parecem do que para o que são. Julgamos cada vez mais as coisas pela aparência, pelo que os outros dizem delas. Em tempos de Big Brother as pessoas ficam famosas pelo que são vistas, não pelo que fizeram de bom. A realidade importa pouco, mais relevante é o que parece ser. E o que parece ser, é o que se diz muitas vezes e bem alto. Volume é mais importante que verdade.

Precisamos cada vez mais aprender muito e em pouco tempo. A ordem então é simplificar e superficializar. Apenas pílulas de “sabedoria”, Apostilas em vez de livros. Informação em vez de conhecimento. Repetição em vez de compreensão. Rapidez em vez de ponderação. Afirmativas em vez de perguntas. Receitas prontas em vez de reflexão. Importar protocolos em vez de produzir conhecimento. Depender da autoridade em vez de ser seu próprio autor (em qualquer) idade.

Pois é…
Sinto falta do meu bolo. O bolo clássico, cheiroso e fofo, desfrutado com paz e tranqüilidade, entre meus amigos e familiares. Mais que um alimento, um repouso para a alma. Um aforisma chinês diz o seguinte:

As coisas são e parecem ser, ou
não são e não parecem ser.
E também são mas não parecem ser, ou
ainda não são mas parecem ser.
É tarefa do homem sábio
separar umas das outras.

Ps: Gosto de tortas e as como. Sinto realmente falta desses bolos, mas aqui o bolo foi mais uma metáfora. Ok?

Mauricio A. P. Peixoto 

 

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Sempre Permaneça Aventureiro

03 set 2010
Maria Teresa Guimarães

Por nenhum momento se esqueça de que a vida pertence aos que investigam.
Ela não pertence ao estático.
Ela pertence ao que flui.
Nunca se torne um reservatório.
Sempre permaneça um rio.”

(Osho)

 

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Ser amado

27 ago 2010
Maria Teresa Guimarães

Ser amado significa inflamar-se.
Amar é: iluminar com óleo inesgotável.
Ser amado é se desvanecer;
amar é perdurar.

(Rainer Maria Rilke – “Os Cadernos de Malte Laurids Brigge”)

 

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Não são os acontecimentos que nos limitam, mas sim a interpretação que lhes damos

06 ago 2010
Maria Teresa Guimarães

O exemplo das pessoas que obtem sucesso nos mostra que sua vida é menos determinada pelos acontecimentos que elas viveram do que pelos modos de encará-los e, portanto, de reagir a eles.
O contexto em que percebemos uma dada situação determina o sentido que lhe atribuimos.

(Françoise Kourilsky – Belliard)

 

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Dança das Cadeiras – Dança da Vida – O Feminino Nosso de Cada Dia! Décimo Primeiro Encontro: Tema: Eu… Simples Assim!

30 jul 2010
Maria Teresa Guimarães

Simples assim, sou eu. Simples?
Simplicidade que vem dos conflitos internos e dos embates que travamos ao longo da vida. Simplicidade que surge das dificuldades internas e tagarelices mentais, as quais nos tiram a razão e nos roubam de nós mesmas. Simplicidade que adquirimos após nos confrontarmos com o “complicado” dentro de nós. Simplicidade que brota das profundezas da nossa alma quando nos contorcemos visceralmente no caminho do auto-conhecimento.

Simples assim, sou eu. Complicado?
Complexidade que vem da não aceitação da vida como ela é. Complexidade que vem da não aceitação de “mim como eu sou”. Complexidade que nasce do “não posso”, “não consigo”, “não devo”, “não mereço”. Complexidade que surge dos medos, da auto-exigência, da culpa e da não verdade.

Simples assim, sou eu. Eu…Simples Assim!
Cara a cara com a minha cara. Cara a cara com o meu coração, Cara a cara com desejos, pensamentos e sensações. Cara a cara com a minha “casa” – casa cheia, vazia, grande, pequena, transbordante, minguada… Cara a cara comigo, com você, com o mundo e com o simples que pode estar presente em tudo que tornamos complicado.

Simples… Assim!

Temos um encontro marcado com o “simples”, seja ele complexo ou não. Temos um encontro marcado com “Eu…Simples Assim!”

Até lá!

Maria Teresa Guimarães Pinto Peixoto

 

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A mudança implica numa nova leitura da realidade

23 jul 2010
Maria Teresa Guimarães

“O que impede a mudança são principalmente nossas ideias preconcebidas a respeito do mundo, da vida e de nós mesmos, que um pretenso “bom senso” nos inculcou desde a infância.
Um mesmo problema pode ter diversas soluções.”

Françoise Kourilsky – Belliard

 

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Dança das Cadeiras – Dança da Vida – O Feminino Nosso de Cada Dia! Vinte e Nove de maio de 2010 Tema: Vim Mulher, Pra Que? Tecendo a Minha História, Bordando a Minha Vida! – Um Agradecimento

16 jul 2010
Maria Teresa Guimarães

“Nós, se ficarmos tão ofuscados a ponto de perdermos o pé em alguma situação, ou se nos surpreendermos fora de órbita, o melhor a fazer é dar uma parada.
…A mulher – ou o princípio feminino – parece ter de retornar a um núcleo central imóvel a cada vez que algo lhe acontece (e isso é um ato criativo). Precisa retornar a ele, mas não afogar-se nele. Ela é receptiva, não passiva.”

Robert A, Johnson.

E, com esta mensagem agradeço a vocês, meninas tecelãs, bordadeiras e aprendizes do feminino, mais um encontro onde tecemos saudades, recordações, dores, prazeres e, onde bordamos nossos desejos conscientes, sabedorias, alegria, enfrentamentos, na descoberta de que viemos “mulher” para gostarmos de ser “mulher”; para aceitarmos e admirarmos a nossa grandiosa condição de acolhedoras, de possuidoras da luz que ilumina com suavidade, possibilitando assim, mais assertividade na escolha dos caminhos a serem trilhados.

Amorosidade e generosidade no resgate do feminino,

Maria Teresa.

 

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De novo; e mais uma vez…

02 jul 2010
Maria Teresa Guimarães

Ele chega e me diz que está com dificuldades em estudar tudo o que precisa. Já que não pode diminuir a matéria, a solução é tornar-se um estudante mais eficaz. E para isto precisa aprender a aprender.

Ah! Mas para isto ele não tem tempo, porque acaba de se inscrever em mais um curso. Agora são dois cursos, o original de segunda a sexta e o novo no final de semana. Pois é; se estava difícil com um, imagine com dois.

É tão comum que já se tornou rotina. Nossos alunos nos procuram porque estão em situações em que o conteúdo é tal que eles mal conseguem suportar. Alguns até já fracassaram em concursos. Mas quando sugerimos que aprendam a aprender, alegam falta de tempo. Preferem usar os poucos momentos que lhes restam em mais… conteúdo!

É como se acreditassem que com sua mera presença física em sala de aula (ou escutando uma fita gravada), tudo se resolveria em um passe de mágica.

Pois é, se você faz o que sempre fez, continuará a obter o que sempre obteve. Faz sentido, não é?

Maurício A. P. Peixoto, Ph. D.

 

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Quando lhe perguntaram o segredo do sucesso, Woody Allen respondeu: “Dê as Caras.”

25 jun 2010
Maria Teresa Guimarães

Se você não tem os diplomas ou o dinheiro para cursar uma universidade, simplesmente dê as caras.

Se quer conseguir um emprego onde não o aceitam, simplesmente dê as caras.
Compareça a todas as palestras, preste serviços, torne-se útil. Deixe que as pessoas o conheçam.

Com o tempo elas o aceitarão porque você é parte da comunidade.
Não só respeitarão sua perseverança, mas gostarão de você por isso.

Pode levar tempo, um ano, digamos, mas você estará dentro e não fora.

(Tudo o Que Você Pensa Pense ao Contrário – Paul Arden)

 

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Obediência

18 jun 2010
Maria Teresa Guimarães

 (14 de julho de 1980 – Poesia adotada por Fernando C. Aguirre)

 

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Definição

11 jun 2010
Maria Teresa Guimarães

Violência
é o ato de exigir respeito
sem o mínimo respeito
pelo outro.

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Mulher é aquela que dá a luz

29 maio 2010
Maria Teresa Guimarães

A luz feminina é extraordinariamente bela, não há nada mais perfeito do que a luz que a mulher produz. É costume judaico a mulher acender as velas, as luzes do Sabbath, ao cair do sol, nas sextas-feiras. Poder-se-ia pensar que essa fosse uma função masculina, as não é. A mulher é aquela que dá a luz.

O simbolismo da lâmpada no mito aponta direto para esta qualidade feminina de ser a portadora da luz. Nos mistérios de Elêusis, as mulheres geralmente carregam as tochas que espalham uma forma de luz bem feminina. A tocha ilumina com suavidade o ambiente, mostrando com precisão o próximo passo a ser tomado. Não é igual à luz cósmica e masculina do sol, que ilumina tudo ao mesmo tempo. Pode-se ficar ofuscado e momentaneamente perdido, com ela.

(She: A Chave do Entendimento da Psicologia Feminina, de Robert A. Johnson)

 

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Dança das Cadeiras – Dança da Vida O Feminino Nosso de Cada Dia! – Décimo Encontro – Tema: Vim Mulher, Pra Que? Tecendo a Minha História, Bordando a Minha Vida!

14 maio 2010
Maria Teresa Guimarães

Assim como viemos “mulher”, poderíamos ter vindo “homem”. E se viemos mulher, assim tinha que ser. Ou não? Mas agora o que foi feito está feito. Não dá para mudar. Somos “mulher” e, sendo assim, e se é inevitável, a questão é: nascemos mulher, pra que?

Viemos à luz e fomos recebidas pela vida de que forma? A vida abriu os braços pra mim? Pra você? Ou esta recepção foi meio tímida, desajeitada, hostil? Ou ainda, a vida nos abriu os braços e não conseguimos retribuir? Ou então, a vida nos deu as costas e, apesar disso, tentamos encará-la?

Ou, ou, ou, ou… Bem, chega de “ou”, certo? O fato é que viemos “mulher”. Ponto! E pronto!

Mas, viemos “mulher”, pra que?

Viemos “mulher” pra vivermos a delicadeza? Viemos “mulher” pra esbanjar sensualidade? Viemos “mulher” pra nos dedicarmos ao lar e à família? Viemos “mulher” pra sorrir? Pra chorar? Pra seguir? Viemos “mulher” pra sonhar? Pra lutar? Pra acalentar?

Paro por aqui estes questionamentos, pois são intermináveis.

A verdade é que cada uma de nós está aqui na vida a serviço de alguma coisa. Nem eu nem você fomos colocadas no mundo sem um propósito. Propósito este que estava “escrito nas estrelas”. Será? Mas também propósito que cada uma de nós criou a partir das próprias escolhas, da tomada de consciência e de atitudes diante das possibilidades que a vida nos ofereceu e nos oferece.

Viemos mulher, pra que?

Venha, descubra e redescubra a sua história. Separe os fios; junte os retalhos; forme a sua trama. Compreenda o sentido dessa trama e faça um novo bordado para a sua vida!

Maria Teresa G. P. Peixoto 

 

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Dança das Cadeiras – Dança da Vida O Feminino Nosso de Cada Dia! – Nono Encontro – Tema: Ponto “G” ou Ponto “T”: Que Caminho Percorrer? Marcando o Seu Território! Um Agradecimento

07 maio 2010
Maria Teresa Guimarães

 

Vinte e sete de março de dois mil e dez! Mais um encontro realizado. Mais uma dança do feminino. E mais “cadeiras” conquistadas.
Marcamos o nosso território com a batida dos pés, ao som dos tambores que nos remeteu a tempos e a sensações mais primitivas. Marcamos território com o poder da visão interna ao nos permitirmos fechar os olhos à censura, à crítica, ao conhecido. Marcamos o nosso território com cores e formas que representaram, naquele momento, a criação da nossa “marca” na trajetória da vida. Marcamos território ao vibrarmos o nosso lugar de poder.
Colocamos a nossa marca na tenda da cumplicidade, da união e da permissão para a “não ação”. Colocamos a nossa marca na roda da lua, na roda dos mistérios e na transparência da nossa alma.

Enfim, colocamos a marca do nosso poder pessoal interno, com graça, beleza, alegria e simplicidade.

Marcamos sim, o nosso território, a partir do gozo vivido e sentido no contato e no reconhecimento da nossa verdade feminina.
Obrigada meninas, por mais uma oportunidade de encontro, de troca e de crescimento.

Maria Teresa G. P. Peixoto 

 

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Que seria uma solidão que não fosse uma grande solidão?

30 abr 2010
Maria Teresa Guimarães

A solidão é “una” e, por natureza, grande, pesada e difícil de agüentar. Quase todos conhecem horas que trocariam de boa vontade pela mais vulgar e medíocre das convivências, pela aparência do menor acordo com qualquer criatura, por mais indigna. Mas talvez essas horas sejam precisamente aquelas em que a solidão aumenta – e o seu desenvolvimento é doloroso como o das crianças, e triste como o prenúncio da primavera. Mas não se importe. Uma só coisa é necessária; a solidão, a grande solidão íntima. Caminhar em si mesmo e, durante horas, não encontrar ninguém – é a isto que é preciso chegar. Estar solitário – como a criança está só quando os adultos se agitam, ocupados com coisas que lhe parecem enormes e importantes pelo simples fato de preocuparem os adultos e ela nada compreender do que estes fazem.

Mas, quer se trate de lembranças da sua infância ou da necessidade apaixonada de se realizar, concentre-se sobre tudo o que brotar em si, dando-lhe a primazia sobre tudo o que observar ao seu redor. Os seus “acontecimentos” interiores merecem todo o seu afeto.

(Trecho do livro “Cartas a Um Jovem Poeta”, Rainer Maria Rilke. Roma, 23 de dezembro de 1903.)

 

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