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Para Refletir

Toda semana um novo texto.
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Vinte e dois de setembro: quarentando e primaverando no casamento! 

20 set 2024
Oficina

A pedra resistente, a Esmeralda, que traz força para seguir lá e cá, nos altos e baixos naturais da vida, nas avalanches e na calmaria. Com sol, com chuva, com o balançar das emoções e com o encontro dos nossos corações! É nesse encontro que fortalecemos o nosso amor e ultrapassamos as adversidades!

Há quarenta e quatro anos nos olhamos pela primeira vez. Foi admiração à primeira vista! Aprendemos a nos amar e gostamos disso! Construimos o afeto, o carinho, o respeito com o amor crescendo junto! Sempre atentos ao poder de sedução em nós, para nós e na vida! Compartilhamos surpresas, elogios, críticas, implicâncias, chatices, descobertas, novidades, trabalho, alegria e brincadeiras! O humor, seja bom ou seja mau, está sempre presente. E que bom! Vamos assim transformando para que o encontro sempre aconteça.

Há quarenta anos decidimos dividir para somar, multiplicar, sempre cuidando para não subtrair. Às vezes perdemos um pouco a mão, porém atentos à mão que recebe e à mão que oferece para não deixarmos a peteca cair. E quando cai, muitas vezes entre caras feias e risadas, fazemos com que ela retorne às nossas mãos com mais confiança e certeza da escolha feita.

Sim, nos escolhemos!
O Sim dado há quarenta anos permanece!
Sim, nos amamos!
Parabéns para nós!

Maria Teresa Guimarães.

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O pássaro em nós!

13 set 2024
Oficina

Sou o pássaro que canta
dentro da tua cabeça,
que canta na tua garganta,
que canta onde lhe apeteça.

Sou o pássaro que voa
dentro do teu coração
e do de qualquer pessoa
(mesmo as que julgas que não).

Sou o pássaro da imaginação
que voa até na prisão
e canta por tudo e por nada
mesmo de boca fechada.

E esta é a canção sem razão
que não serve para mais nada
senão para ser cantada
quando os amigos se vão

e ficas de novo sozinho
na solidão que começa
apenas com o passarinho
dentro da tua cabeça.

Manuel António Pina, O pássaro da cabeça.

 

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Fertilidade

06 set 2024
Oficina

… deveríamos examinar as nossas próprias ideias de União com o Divino. Quando abordamos a nossa vida com confiança, deixando de lado o ceticismo, abrimos espaço para que nossas mentes se tornem um terreno fértil de nossa evolução… Cada criatura que vive na Terra é Mágica. Cada um de nós representa uma criação única, que surgiu do Grande Mistério. A partir do momento em que assumimos esta Magia, passamos a encontrar o nosso Poder de Cura pessoal, que se manifesta através do uso correto de nossos próprios dons, talentos e habilidades.
Podemos encontrar a fertilidade em nossa vida através de uma busca sincera, permitindo que a nossa magia pessoal se expresse de forma criativa e deixando-a fluir através de nosso Ser, ao invés de bloqueá-la… A magia é, simplesmente, uma mudança pessoal em nosso nível de consciência. Se quisermos plantar sementes que caiam em terreno fértil, devemos transformar nossa visão de mundo, permitindo que os nossos talentos se expressem de forma mais construtiva.

Jamie Sams, As Cartas do Caminho Sagrado – Kokopelli, página 143.

 

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Alma

30 ago 2024
Oficina

Para mim, a religiosidade é a constante lembrança da alma!

G. Mistral

A alma é a nossa companheira espiritual eterna. Se não conseguimos localizá-la em nós não há qualquer possibilidade para a espiritualidade. A conexão com o mundo etéreo e subjetivo é essa tal presença, cuja matéria é a mesma do infinito e do que é transcendente. Fique sempre checando o nível de alma em sua existência porque é ela o nosso sistema operacional mais básico. Estar desalmado significa que o que você sente e o que você faz não reverbera e não impacta. Como um sistema imunológico que precisa de sol e vitamina D, sua alma precisa ficar exposta a poesia e ao lúdico. Cuide da sua alma ela é seu patrimônio e identidade imaterial.

Nilton Bonder

 

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Dia dos Pais! Homenageando Você!

16 ago 2024
Oficina

Amor, alegria, companheirismo, diversão. E nesse ritmo onde a conversa permite trocas, apoio e brincadeira, o entendimento acontece.

Nesse caminho também entram as divergências, as teimosias, o silêncio, fazendo parte da conquista da autonomia e do respeito à personalidade de cada um, tão necessários para o crescimento e amadurecimento.

Escutamos desde sempre que nas relações o aprendizado é uma via de mão dupla!

Parabéns por ter entendido e aceito que essa tarefa também se consagra entre pai e filho.

Feliz todo dia de ser esse pai que tanto admiramos!

Feliz Dias de Pai!

Abraçamos você com todo o nosso amor

Gratos!

Maria Teresa Guimarães e Pedro Henrique.

 

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Vida simbólica

09 ago 2024
Oficina

O homem necessita de uma vida simbólica… Mas não temos vida simbólica. Acaso vocês dispõem de um canto em algum lugar de suas casas onde realizam ritos, como acontece na Índia? Mesmo as casas mais simples daquele país têm pelo menos um canto fechado por uma cortina no qual os membros da família podem viver a vida simbólica, podem fazer seus novos votos ou meditar. Nós não temos isso. Não temos tempo, nem lugar. Só a vida simbólica pode exprimir a necessidade do espírito – a necessidade diária do espírito, não se esqueçam! E como não dispõem disso, as pessoas jamais podem libertar-se desse moinho – dessa vida angustiante, esmagadora e banal em que as pessoas são ‘nada senão’.

Carl Gustav Jung, Ego e Arquétipo.

 

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A desculpa

02 ago 2024
Oficina

Nunca estrague um pedido de desculpas com uma desculpa!

B. Franklin.

A desculpa, no sentido de anistiar, arruina a desculpa porque a sua função é justamente demonstrar culpa. Não a culpa que intoxica a alma, mas a verdadeira contrição por nossa responsabilidade. Quando tentamos nos “des”culpar antes de acolher a culpa não reconhecemos o status da nossa posição numa relação. Assim como outras espécies baixam a cauda ou gesticulam demonstrando sua admissão de uma condição e a comunicam, permanece o status de embate. Então nunca adiante uma justificativa ou recusa porque o sujeito da “desculpa” não é o outro, mas a absolvição é o indulto de si mesmo. Você se desculpa e não o outro te desculpa. Essa inversão não atende a dor do outro, ao contrário, acrescenta à mesma. O instinto é nos inocentar, porém o pedido de desculpas deveria fazer exatamente o oposto.

Nilton Bonder.

 

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Resistência versus Capacidade de Amar

26 jul 2024
Oficina

Resistir significa não deixar entrar. O polo oposto da resistência é o amor. Podemos definir o amor de vários ângulos de visão: no entanto, qualquer forma de amor pode ser reduzida ao ato de deixar entrar. No amor, o ser humano abre suas fronteiras e deixa entrar algo que até então ficava do lado de fora. Na maior parte das vezes, denominamos essa fronteira de eu (ego) e tratamos tudo o que fica fora dessa identidade pessoal como tu (o não-eu). No amor, essa fronteira se abre para que o tu possa entrar e, através da união, se transforme também em eu. Em toda parte onde colocamos fronteiras, não amamos; por outro lado, sempre que deixamos entrar, amamos. Desde Freud usamos a expressão “mecanismos de defesa” para aqueles jogos da consciência cuja missão é impedir que venham à tona conteúdos de aparência ameaçadora, oriundos do nosso inconsciente.

Torna-se importante enfatizar neste ponto, para não perdemos de vista a igualdade entre microcosmo e macrocosmo, que toda forma de recusa e resistência a qualquer manifestação proveniente do ambiente é sempre a expressão externa de uma resistência psíquica interna. Toda resistência fortalece o nosso ego, visto que ela acentua a fronteira.

Thorwald Dethlefsen e Rüdiger Dahlke, A Doença Como Caminho

 

 

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Evoluindo com os próprios recursos

19 jul 2024
Oficina

Olhe para tudo o que realmente te pertence. Só você sabe e pode cuidar. Você é responsável por isso. Mas sem radicalismos! É nas trocas e com boa vontade que todos nós crescemos.
Maria Teresa Guimarães

Não espere que as pessoas lutem a sua guerra, chorem as suas lágrimas ou caminhem com os seus pés.
Ninguém, por mais que deseje, consegue se colocar no seu lugar.
Você é único e seu aprendizado é intransferível.
Não crie expectativas.
Não se debruce.
Não espere reconhecimento.
Peça ajuda quando precisar, mas não dependa de ninguém.
Não se culpe.
Não se cobre.
Use as ferramentas disponíveis e evolua como puder. Agradeça por toda experiência, seja ela boa ou ruim.
Abençoe seu passado.
Viva seu presente.
Creia que está fazendo o melhor que você pode e deixe sua consciência te aplaudir.

Juliana Nishiyama.

 

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Vivendo como se fosse o último dia!

12 jul 2024
Oficina

Quem dera a gente aprendesse a viver cada dia como se fosse o último. O último para dizer ‘obrigada, me desculpa, eu te amo’…

O último para abraçar cada pessoa amada com aquele abraço bom que faz um coração cantar para o outro. O último para apreciar a vida com o entusiasmo que não guarda nenhuma ternura para depois.

O último para fazer as pazes, desfazer enganos, saborear com calma a preciosidade genuína que cada respiro humano representa…

Quem dera a gente aprendesse a viver cada dia como se fosse o último! Não perderíamos uma chance para nos presentearmos com os agrados que nos nutrem, criaríamos oportunidades para dizer do nosso amor…

Para expressar nossa admiração, destacar para cada pessoa a beleza singular que ela tem. Para compartilhar…

Não adiaríamos delicadezas, não pouparíamos compreensão, não desperdiçaríamos energia com perigos imaginários e com uma série de bobagens que só nos afastam da vida.

Quem dera aprendêssemos a viver cada dia como se fosse o último…

Porque pode ser…

Ana Jácomo

 

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Conselho de Maria Sabina, uma curandeira e poeta mexicana.

05 jul 2024
Oficina

Cure-se com a luz do sol e os raios da lua. Ao som do rio e da cascata. Com o balanço do mar e o bajulamento dos pássaros. Cure-se com menta, neem e eucalipto. Adoce com lavanda, alecrim e camomila. Abrace-se com feijão de cacau e uma pitada de canela. Coloque amor no chá em vez de açúcar e beba olhando para as estrelas. Cure-se com os beijos que o vento te dá e os abraços da chuva. Fique forte com o os pés descalços no chão e com tudo que vem dele. Seja cada dia mais inteligente ouvindo sua intuição, olhando o mundo com a testa. Pule, dance, cante, para que você viva mais feliz. Cure-se a si mesmo, com amor bonito, e lembre- se sempre… você é o remédio.

Maria Sabina.

 

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Momento leitura de cabeceira… Bilhetinhos…

28 jun 2024
Oficina

Eu não sei você, mas eu quando preciso de paz, falo em harmonia e calmaria…
Quando preciso de afeto, falo de amor, mimos, carinho.
Quando preciso de coragem espalho mensagens de incentivo.
Faço assim com tudo aquilo que é importante para mim no momento.
Quando quero esses sentimentos pertinho de mim, me cerco dessa energia de todas as formas, todos os dias, os alegres, os tranquilos, os doídos…
Mania esquisita a minha, jeito estranho de levar a vida, eu sei…
Aí me perguntam se eu não sinto ou falo em tristeza e dor?
Claro que sim, mas bem baixinho, sem muito alarde, que é pra elas não escutarem.
Não quero que se acomodem ao meu lado, que pensem que o lugar delas é aqui. Perto só o que é bom…
Hoje por exemplo deixei em sua mesa um bilhetinho falando manso em saudade e do quanto faz bem um abraço.
Você já leu?

Rita Maidana – Inspire.

 

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Bibliotecas domésticas

21 jun 2024
Oficina
Umberto Eco, dono de 50.000 livros, tinha isto a dizer sobre bibliotecas domésticas:
“É tolice pensar que tem de ler todos os livros que compra, pois é tolice criticar aqueles que compram mais livros do que alguma vez conseguiram ler. Seria como dizer que deve usar todos os talheres ou óculos ou chaves de fenda ou brocas que comprou antes de comprar novos.
“Tem coisas na vida que precisamos ter sempre abundância, mesmo que usemos apenas uma pequena porção.
“Se, por exemplo, consideramos os livros como medicina, entendemos que é bom ter muitos em casa em vez de alguns: quando se quer sentir melhor, então vai ao ‘armário dos remédios’ e escolhe um livro. Não um aleatório, mas o livro certo para aquele momento. É por isso que você deve ter sempre uma escolha nutricional!
“Quem compra apenas um livro, leia apenas esse e depois se livra dele. Eles simplesmente aplicam a mentalidade do consumidor aos livros, isto é, consideram-nos um produto de consumo, um bem. Quem ama livros sabe que um livro é tudo menos uma mercadoria.”
Via Antonio J. C. Couto, Mala d’estórias.
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Meditação

14 jun 2024
Oficina

Em nosso silêncio, diferentes qualidades de consciência podem se manifestar. Coisas muito antigas podem voltar e elas nem sempre serão agradáveis. Às vezes, são fantasmas que voltam, pessoas sobre as quais não falamos em nossas famílias e que pertencem ao inconsciente transgeracional.

Isso pode ser também o inconsciente coletivo que se expressa em nós e nos faz sentir uma grande tristeza, uma dor que nos atravessa. Talvez essa dor não esteja ligada à nossa história pessoal, ela pode ser o estado da sociedade na qual estamos e que sofre em nós e através de nós. Nesses casos, é bom nos lembrarmos que existe, em nossa mais íntima profundeza, algo de mais profundo ainda e não nos fecharmos nesses estados de consciência poderosos que podem nos conduzir ao desespero.

Por vezes, podemos sentir em nossos corpos o estado da terra. Podemos sofrer com as árvores, com nosso meio ambiente… Não é loucura nem alucinação, talvez seja simplesmente o sinal de uma grande sensibilidade.

É preciso ainda colocar a questão: Como não ser objeto dessa sensibilidade, mas seu sujeito? Não ser objeto das circunstâncias, mas seu sujeito, o Eu Sou que contém todos os acontecimentos? Há essa voz interior que nos diz: lembra-te do Ser que está em ti, o Ser de luz, o Ser de paz, o sujeito livre que está em ti: Eu Sou… Trata-se de ir ainda mais fundo…

Na superfície do oceano pode haver tempestades, mas o fundo do oceano está sempre calmo. Quando meditamos, às vezes atravessamos tempestades que são diferentes para cada um de nós. Há tempestades no nível dos pensamentos, no nível das emoções, ou algo que nos faz mal no nível do corpo. Em todos os casos, podemos pensar no Eu Sou que está em repouso no fundo do barco…

Jean-Yves Leloup, Quem é meu mestre? À escuta do mestre interior.

 

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Façam Psicoterapia! Experimentem!

07 jun 2024
Oficina

Posso estar sendo tendenciosa nesse meu apelo, afinal, sou Psicóloga! Sou Psicoterapeuta!

Mas também sou Cliente! Sei do que estou falando! Sei desses dois lugares: o do Terapeuta e do Paciente! Sei do que o espaço terapêutico representa na minha vida e na vida das pessoas que aqui chegam! Sei das minhas transformações que aprendi a conduzir interna e externamente! Sei do compromisso com a seriedade, com o respeito, com o bom humor, com a disposição para estar, ver, ouvir, acolher e sentir a mim e ao cliente. Cliente que é você que, em confiança, abre a sua vida, o seu coração e suas dores, enfrentando com medo e coragem os monstrinhos que cutucam, incomodam e que fazem apertar os nós que sufocam. Porque sei cada vez mais de mim, posso te sentir, te perceber e te acolher, com consciência do meu lugar e do seu lugar no setting terapêutico, no espaço onde o encontro acontece. Aqui o seu encontro, mais do que comigo, é com você. Se assim não for, nada acontece. Você diz onde deseja estar na vida e onde quer chegar. E seguimos, assim, traçando caminhos para que as transformações possam acontecer. Somos, aqui, seres humanos simples, porém com nossas complexidades pessoais e individuais. Com consciência do que é meu e do que é seu, não vamos nos atrapalhar.

Eu, no lugar de Terapeuta, preciso saber cada vez mais de mim, preciso saber cada vez mais sobre o meu trabalho, sobre o que faço. É assim que vou desenvolvendo minhas competências que me tornam capaz de ajudar você a saber cada vez mais de si. E você, no lugar de Cliente, precisa saber cada vez mais dos seus quereres e da responsabilidade em se tornar uma pessoa, um indivíduo, cada vez mais consciente do lugar que quer ocupar dentro de você, na sua vida e no mundo.

Quer ser uma pessoa ainda melhor?
Faça Terapia!

Maria Teresa Guimarães.

 

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