Depressão e individuação
Todo conteúdo que é marginalizado, deixado de lado, em algum momento vai cobrar seu direito à luz, e é nesse ponto que a depressão deve ser vista como uma oportunidade de crescimento, como uma possibilidade de viver um processo de individuação consciente, pleno e rico de descobertas.
Se não houver coragem para pensar sobre isso e mergulhar, com o passar do tempo as paredes começam a se mover e a fecharem-se, impedindo a expansão. É como afirma Solomon (2002, p. 18) em seu relato:
“Eu sabia que o sol estava nascendo e se pondo, mas pouco de sua luz chegava a mim. Sentia-me afundando sob algo mais forte do que eu. Primeiro não conseguia usar os tornozelos, depois não conseguia controlar os joelhos e a seguir minha cintura começou a se vergar sob o peso do esforço, e então os ombros se viraram para dentro. No final, eu estava compactado e fetal, esvaziado por essa coisa que me esmagava sem me abraçar”.
Joanna de Ângelis.





