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Existem duas formas de observarmos uma flor-de-lótus: Podemos olhá-la e dizer que é apenas lama, o resultado de uma interação de vida que existe dentro dessa lama. Ou, ao contrário, podemos nos deslumbrar diante do fato de que daquela lama pode surgir uma maravilha como uma flor-de-lótus.

Também existem duas maneiras de se olhar um ser humano: ele pode ser visto como um ser que apenas encaminha-se para a morte ou podemos ver esse ser humano, mesmo traumatizado, fragilizado e ferido, como sendo o espaço de onde emerge a consciência. Por meio deste ser que sofreu e viveu tanta dificuldade pode surgir um ser de sabedoria e serenidade.

O terapeuta deve observar sempre a flor que está brotando. Qualquer que seja o degrau que esteja quebrado, ou o nó na memória que impede o outro de avançar, o terapeuta acredita na força de Vida que pode ajudá-lo a atravessar essas dificuldades. Cuidar de alguém é cuidar daquilo que está saudável nele, porque é a partir desse estado de saúde, de santidade, que a cura pode chegar.

No caso de uma pessoa cuja escada tenha um degrau quebrado, trata-se de ajudá-la a reencontrar esse lugar em que ela ficou parada, onde um grande medo a fixou. Se acreditarmos na força da Vida, ela será capaz de desfazer esse nó.

Jean-Yves Leloup.

 

Não importa o tamanho da mudança. Não importa o tempo para mudar. O importante é a vontade e a disposição para mudar.

E hoje me pego inundada de emoções ao presenciar as transformações realizadas por vocês, clientes que aprenderam e estão aprendendo a se respeitar enquanto ser vivo, autônomo, com presença generosa e amorosa nas suas próprias vidas.

Claro que reconheço a minha participação nesse processo. Reconheço e assumo ainda mais a minha responsabilidade no caminho das suas descobertas e transformações. Afinal de contas, o que me motivou a escolher ser Psicóloga, foi a missão e a crença de que é possível mudar, crescer, ser quem de fato se quer ser.

Porém, tenho total consciência de que, sem o querer de vocês, não haveria continuidade e sucesso no caminho que, juntos, juntas, aceitamos construir.

Nessa estrada que decidimos escolher para dar início a essa caminhada, os desafios de mergulharmos nos nossos inconscientes precisam ser aceitos de forma inteira, para que o acesso ao desconhecido possa acontecer de dentro para fora. E poder fazer parte desta sua escolha, onde posso colaborar, com a sua permissão, para o seu processo de autoconhecimento e despertar para o novo, é emocionante.

Essa é a minha declaração de amor ao que faço, de amor e respeito ao ser humano e a você cliente de ontem, de hoje e aos que pensam em aceitar o convite do coração às transformações saudáveis.

E a cada um de vocês eu agradeço por fazerem parte desse meu caminhar, do meu crescer e dos meus aprendizados, que me levam a estar sempre me aprimorando como ser humano e como profissional que se entrega de corpo, coração e alma no caminho em direção ao encontro das riquezas e belezas do ser que somos e que viemos para ser!

Maria Teresa Guimarães.

 

Cura-te a ti próprio com a luz do sol e os raios da lua. Com o som do rio e da cachoeira. Com o balanço do mar e o agito dos pássaros.

Cura-te a ti próprio com hortelã, com neem e eucalipto.

Adoça-te a ti próprio com lavanda, rosmaninho e camomila.

Abraça-te a ti próprio com a fava do cacau e um toque de canela.

Coloque amor no chá invés de açúcar, e o tome olhando para as estrelas.

Cura-te a ti próprio com os beijos que o vento lhe trará e com os abraços da chuva.

Torna-te forte com os pés descalços no chão e com tudo que nascerá com isto.

Torna-te mais sábio todo dia pela escuta de tua intuição, olhando para o mundo com o olho ao centro de teus olhos.

Pule, dance, cante, de modo que possas viver mais alegre.

Cura-te a ti próprio, com belo amor, e lembra-te sempre… tu és a medicina.

Maria Sabina, curandeira mexicana e poeta ???

 

Se partires um dia rumo a Ítaca
faz votos de que o caminho seja longo,
repleto de aventuras, repleto de saber.
Nem os Lestrigões nem os Ciclopes
nem o colérico Posídon te intimidem;
eles no teu caminho jamais encontrarás
se altivo for teu pensamento, se sutil
emoção teu corpo e teu espírito tocar.
Nem Lestrigões nem os Ciclopes
nem o bravio Posídon hás de ver,
se tu mesmo não o levares dentro da alma,
se tua alma não os puser diante de ti.
Faz votos de que o caminho seja longo.
Numerosas serão as manhãs de verão
nas quais, com que prazer, com que alegria,
tu hás de entrar pela primeira vez um porto
para correr as lojas dos fenícios
e belas mercancias adquirir:
madrepérolas, corais, âmbares, ébanos,
e perfumes sensuais de toda espécie,
quando houver, de aromas deleitosos.
A muitas cidades do Egito peregrina
para aprender, para aprender dos doutos.
Tem todo o tempo Ítaca na mente.
Estás predestinado a ali chegar.
Mas não apresses a viagem nunca.
Melhor muitos anos levares de jornada
e fundeares na ilha, velho enfim,
rico de quanto ganhaste no caminho,
sem esperar riquezas que Ítaca te desse.
Uma bela viagem deu-te Ítaca.
Sem ela não te ponhas a caminho.
Mais do que isso, não lhe cumpre dar-te.
Ítaca não te iludiu, se a achas pobre.
Tu te tornaste sábio, um homem de experiência,
e agora sabes o que significam Ítacas.

Konstantinos Kaváfis (1863 – 1933), tradução de José Paulo Paes

 

Hoje eu não quero conversas vestidas de uniforme. Diálogos impecavelmente arrumados que não deixam o coração à mostra. As palavras podem sair de casa sem maquiagem. Podem surgir com os cabelos desalinhados, livres de roupas que as apertem, como se tivessem acabado de acordar. Dispensa-se tons acadêmicos, defesas de teses, regras para impressionar o interlocutor. O único requinte deve ser o sentimento. É desnecessário tentar entender qualquer coisa. Tentar solucionar qualquer problema. Buscar salvação para o que quer que seja.

Ana Jácomo

 

As máscaras e seus simbolismos:

Ocultar, disfarçar, fazer de conta, fantasiar e revelar o que não conseguimos, de cara limpa, expressar.

Nessa pandemia, o uso da máscara, com a sua função de preservar a saúde física, saiu dos meios médicos e seguiu rumo à humanidade. Seu uso se ampliou para o mundo, como representante do cuidado e da proteção individual e coletiva.

No entanto, para muitos, ela revela nesse momento, fraqueza, submissão, discriminação, preconceito. E, num ato insano de retirar a máscara, ficam reveladas as atitudes de rebeldia, poder e dominação.

Em ambas situações, a máscara como mentira e, agora, a necessidade de retirá-la, mostra, claramente, a fraqueza, a insensatez e o retrocesso do ser humano. Com uma diferença: no primeiro caso, a máscara que esconde, adoece a própria pessoa que se oculta por detrás dela. No segundo caso, a pessoa que a retira como demonstração de poder, adoece a si e ao próximo, revelando assim, o aspecto mais egoista do ser humano.

Neste momento de pandemia quantas faces da ignorância e do desamor estão sendo reveladas.

Com ou sem máscara, o oculto se revela.

Maria Teresa Guimarães

 

Aos Professores, à N. S. Aparecida e às crianças!

Quero, primeiramente, agradecer aos meus professores mestres de toda a minha vida até hoje!

Sim, ainda hoje, com tudo o que busco saber, para a vida, para a profissão, para o meu desenvolvimento como ser humano.

Desde sempre conheci essas pessoas que sempre me motivaram no caminho do conhecimento. Pessoas com saberes admiráveis e posturas respeitáveis, que permitiam uma proximidade afetuosa com os limites necessários, que nos faziam reconhecer o seu lugar de autoridade. Era simples. Era natural. E era bom!

O reconhecimento de que, antes de ser aluna, eu era respeitada como ser humano, me impulsionava a ser e a aceitar o meu lugar de aprendiz. Tinha acolhida e a sensação de “lugar seguro”.

E é assim que me mantenho hoje, buscando aprimorar e renovar minha bagagem de saberes, escolhendo pessoas mestres que, com vontade, motivação, empatia e conhecimento, são movidas por um coração apaixonado, acreditando que o caminho para trazer à tona todo o potencial de crianças, adolescentes e adultos, é o caminho da proximidade, do olho no olho, do coração com coração.

Esse encontro em que o respeito mútuo é construído com amor, confiança e com sensibilidade para perceber as peculiaridades como indivíduos que somos, é o caminho seguro para transformar pessoas e o mundo!

E continuando as homenagens…

Desejo que a energia do que representa a Nossa Padroeira nos conduza com amor, compaixão, bem querer e generosidade, a um mundo de infinitas possibilidades apontando para o bem maior!

Salve!

E que as nossas almas de criança nos encaminhem com clareza, respeito e compreensão ao encontro das crianças que, com brilho no olhar, nos recebem como exemplo de dignidade e de tudo aquilo que representa a alegria, a leveza, a criatividade e a esperança!

Obrigada!

Maria Teresa Guimarães

 

 

Ser criança é ser feliz!
É falar o que pensa
Sem pensar no que diz.
É assim de nascença,
Sendo eterno aprendiz!

É ser simples e bondoso,
É ter o dom de amar
E sempre ser carinhoso,
É gostar de brincar
E brincar bem gostoso!

É ser bem inteligente
Aprendendo tudo que vê.
E não sendo experiente
Tudo que ele quer
É ser criança eternamente!

É não ter ódio no coração,
É para o bem dizer sim
E para o mal dizer não,
É querer tudo e enfim
É viver com paixão!

É ter fé e esperança,
É ser grande sendo pequeno,
É ter a fala mansa
Quando quer ganhar terreno
No mundo de ser criança

Valdemi Cavalcante Teixeira

 

 

Os homens deveriam saber que de nenhuma parte mais que do cérebro provêm as alegrias, deleites, risos, brincadeiras, pesares, tristezas, depressões e lamentações. E por isso, de uma maneira especial, nós adquirimos a sabedoria e o conhecimento, e vemos e ouvimos e sabemos o que é ruim, o que é bom, o que é doce e o que é desagradável.

Pelo mesmo órgão nos tornamos loucos e delirantes e nos assaltam medos, terrores, alguns pela noite e outros durante o dia, e os sonhos e os devaneios sem fim, e as preocupações pouco adequadas, e a ignorância das circunstâncias do momento, a grosseria e a falta de habilidade.

Todas estas coisas as devemos ao cérebro quando não está são… ou quando sofre qualquer outra aflição não usual ou além do natural.

Hipócrates, em “A Doença Sagrada”.

 

 

Caminhar como um turista é caminhar sobre a crosta da terra. Caminhar como um andarilho é conhecer a seiva, entrar no movimento, na própria energia do universo e à noite voltar carregado dos odores da natureza, da floresta que foi atravessada, talvez do javali cujas pegadas seguimos… Caminhar como um peregrino é caminhar próximo do Sopro que está na seiva, caminhar com aquilo que informa a seiva e dá à árvore sua crosta, sua caça, sua retidão viva à margem do caminho.

Jean Yves Leloup.