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Iniciamos a quaresma.

Quarenta dias para desacelerar e aquietar. Período de reflexão, do olhar introspectivo, da escuta de si mesmo.

Vamos quaresmar aproveitando o ensaio desse quase um ano recolhidos. Vamos recusar os convites aos movimentos excessivos. Que o movimento seja de nos voltarmos para o que vivemos, fizemos, conquistamos e aprendemos. Que o movimento seja para reconhecermos onde e o que melhorar e transformar. Vamos fazer o movimento de abertura da consciência e seguirmos o caminho para a evolução.

Somos filhos e filhas de um Ser maior, habitamos um único lar protegido por nosso pai Céu. E sob este céu somos acolhidos por nossa mãe Terra. Nosso avô Sol e nossa avó Lua, com suas condições naturais, nos trazem mensagens que apontam para o “ser contrastes” e o “ser polaridades” que somos. E nos presenteiam com esse universo de possibilidades, para que possamos atribuir significados essenciais ao movimento natural de cuidar.

Cuidar para equilibrar, integrar, unir corações e almas. Construímos, assim, em uma só corrente, sentimentos que facilitam o encontro com o nosso eu interno, com tudo o que nos cerca, expandindo essa fluidez para o mundo e para o planeta.

Vamos quaresmar, vamos refletir, vamos ressignificar.

Maria Teresa Guimarães.

 

 

Acho estranho quando me perguntam como eu dou conta de tudo.
A resposta é simples, sem graça.
Eu não dou. Não dou mesmo.
Seleciono prioridades, foco no que dá, varro o resto para debaixo do tapete.
No dia seguinte levanto a beiradinha do tapete, retiro umas coisas, escondo outras.
Se hoje as crianças foram dormir sem escovar os dentes, amanhã isso será prioridade.
Se hoje o jantar foi o chinês “okesoboro”, amanhã um almoço fresquinho é a missão número um.
Meu tapete nunca fica vazio.
Nunca.
Aliás, tem dias que entulho tanta coisa lá debaixo, que derruba o que tiver em cima. Brigo com o mundo, choro um pouquinho, me sinto a mais desequilibrada das mulheres, espero pelo dia seguinte.
Mas há manhãs em que acordo cheia de amor próprio. Dou risada deste auê todo. Ignoro o tapete já pau a pau com o Monte Everest, e vou bela e formosa (cansada e de piranha no cabelo) tomar um banho demorado.
Algumas tardes viro a revolucionária do tapete. Brota no corpo uma energia que sabe-se lá da onde veio (provavelmente do brigadeiro de colher que comi escondido 3 noites atrás). E lá vou eu disposta a colocar tudo em dia. E não é que eu quase consigo? Se não fosse pelo quase…
E é assim.
Frustrante, alegre, desesperador, feliz.
Um eterno varre, esconde, esvazia.
Não se deixe enganar, tem sempre um tapete.
Na casa de algumas ele fica mais visível, logo na sala. Já outras preferem usar o do corredor. Mas ele está lá. Tem que estar. Se não a gente enlouquece.
Por trás destas imagens, existe uma mãe comum. De carne, osso, querendo emagrecer no mínimo 3kgs, e jurando que amanhã não irá esquecer de cortar as unhas das crianças.
Com dias bons pra caramba, no estilo: “A vida é bela, poderia ter 7 filhos, viver numa casinha de sapê, e ser feliz para sempre”
E com dias de “quem sou, onde estou, quem são estas pessoas?” O denominador comum é o amor, que quando colocado na balança quebra o ponteiro.
Vira o jogo. Não dá nem chance.
O coração é invadido por gratidão.
E com lágrimas nos olhos agradecemos por tudo.
Até mesmo pelo tapete GG!

Rafaela Carvalho (@a.maternidade)

 

O que estava organizado, desorganizar.
O que estava limpo, sujar.
O que estava arrumado, desarrumar.

Que Carnaval!

O que era bonito, feio se tornar.
O que era gostoso, ruim ficar.
O que era harmônico, desarmonizar.

Que Carnaval!

Tudo pode se transformar num saudável e grande carnaval!!!

O que era desconhecido, se fazer conhecer.
O que estava oculto, aparecer.
O que estava quieto, reviver.

Que Saudável e Grande Carnaval!

O que era medo, fez crescer.
O que era sonho, trouxe prazer.
O que era grão, fez florescer.

Tudo, mas tudo mesmo,
pode se transformar num grande carnaval!

E… Surpreender!!!

Um carnaval saudavelmente surpreendente pra você!

Maria Teresa Guimarães.

 

 

A infância não é um
tempo, não é uma idade,
uma coleção de memórias.

A infância é quando ainda
não é demasiado tarde.

É quando estamos disponíveis
para nos surpreendermos,
para nos deixarmos encantar.

Quase tudo se adquire
nesse tempo em que
aprendemos o próprio
sentimento do Tempo.

Mia Couto.

 

 

As anedotas servem como forma de socializar. Elas nos expõem momentaneamente ao outro. Acolher com compaixão uma pessoa no momento em que se expõe é, além de educado, uma das melhores formas de se fazer amigos. As pessoas ficam profundamente agradecidas aos que lhes abrem espaço social, da mesma forma que ficam  magoadas com aqueles que lhes fecham este espaço. Ao mesmo tempo devemos ser cuidadosos com este refinamento. Se você ouve uma anedota pela segunda vez sem revelar este segredo, não fique julgando ou estudando o outro. Esta atitude é quase sempre percebida, deixando o outro ainda mais encabulado e exposto.

Nilton Bonder.

 

 

A maior preocupação de Billy era ficar em casa de outras pessoas.
Uma noite ele teve de ficar com a avó.
Mas o Billy não conseguiu dormir.
Ele estava muito preocupado .
O Billy sentiu-se um pouco idiota, mas por fim levantou-se da cama e foi contar à avó.
“Que grande imaginação, querido “, disse ela.
“Quando eu tinha a tua idade eu também me preocupava assim. Eu tenho a coisa certa para ti.”
Ela foi ao quarto e voltou segurando qualquer coisa.
“Estes são os bonecos das preocupações”, explicou ela. ” Diz a cada um deles uma das tuas preocupações e põe-os debaixo da almofada. Eles preocupam-se por ti enquanto dormes”.
O Billy contou todas as suas preocupações aos bonecos das preocupações.
E dormiu como um anjo…

Anthony Browne, As preocupações do Billy

Nota: os bonecos das preocupações têm a sua origem na Guatemala. Desde há muitos anos, as crianças guatemaltecas fabricam estes bonecos com bocados de madeira e restos de tecidos e fios.
Este costume está agora espalhado por distintas partes do mundo, ajudando as crianças a ultrapassar os seus medos.
(via Mala d’estórias)

É parte de nossa essência estar em constante transformação. No entanto, tememos ter de mudar bruscamente. Das mudanças, a mais difícil é a que menos programamos mentalmente. E, por isso, também pode se tornar a mais eficaz. Pois ela surge do encontro com o inesperado e, muitas vezes, com o invisível. E quando não há tempo para justificar razões é que emerge a verdadeira e essencial transformação: aquela que o nosso ser realmente deseja. Fomos tomados de surpresa para uma mudança surpreendente de nossas vidas. Temos todo o poder criativo de tornar esse momento inusitado em um grande salto evolutivo para cada um de nós e da humanidade na sua totalidade.

Jorge Trevisol.

Quando a vida…

Quando a vida bater forte e sua alma sangrar, quando esse mundo pesado lhe ferir, lhe esmagar, é hora do recomeço, recomece a lutar.

Quando tudo for escuro e nada iluminar, quando tudo for incerto e você só duvidar, é hora do recomeço, recomece a acertar.

Quando a estrada for longa e seu corpo fraquejar, quando não houver caminho, nenhum lugar para chegar, é hora do recomeço, recomece a caminhar.

Quando o mal for evidente e o amor ocultar, quando o peito for vazio e o abraço faltar, é hora do recomeço, recomece a amar.

Quando você cair e ninguém lhe aparar, quando a força do que é ruim lhe derrubar, é hora do recomeço, recomece a levantar.

Quando a falta de esperança lhe açoitar, se tudo que for real for difícil suportar, mais uma vez é hora de recomeçar, recomece a sonhar.

Enfim meu povo. É preciso de um final para poder recomeçar. Como é preciso cair para poder se levantar.

Nem sempre engatar a ré significa voltar. Remarque aquele encontro, reconquiste um amor, reúna quem lhe quer bem.

Reconforte um sofredor, reanime quem está triste, reaprenda na dor.

Recomece, se esforce, relembre o que foi bom, reconstrua cada sonho, redescubra algum dom, reaprenda quando errar, rebole quando dançar.

E se um dia lá na frente a vida der uma ré, recupere sua fé e recomece novamente.

FELIZ RECOMEÇO!

Braulio Bessa (texto enviado por Leda Montauban)

 

 

Se você estiver exausto, descanse.
Se você não deseja iniciar um novo projeto, não inicie.
Se você não sente vontade de fazer algo novo, apenas descanse na beleza do velho, do familiar, do conhecido.
Se você não quiser conversar, fique em silêncio.
Se você está farto das notícias, desative-as.
Se você quiser adiar algo até amanhã, adie.
Se você não quer fazer nada, não faça nada hoje.
Sinta a plenitude do vazio, a vastidão do silêncio, a vida pura em seus movimentos improdutivos.
O tempo nem sempre precisa ser preenchido.
Você é suficiente, simplesmente em seu Ser.

Jeff Foster

Para você, para todos nós, novo ano… vida nova… mesmo que já conhecida.
Inove na forma de olhar!

Psicóloga Maria Teresa Guimarães

 

Vivemos o susto, vivemos o luto, vivemos o absurdo e a graça! A vida segue e, com ela, seguimos nós.

Aproveitamos mais essa oportunidade que a vida está nos oferecendo para desenvolvermos o melhor de nós?

O que aprendemos? O que refletimos para a construção de um mundo onde, a começar por mim e por você, o olhar precisa estar voltado para os corações saudosos, sofridos, generosos e plenos?

O olhar que, também voltado para o nosso coração, nos prepara, individualmente, para darmos as mãos e oferecermos aquilo que, sob medida, possa preencher, alimentar e fortalecer cada uma das almas humanas, cada ser bicho, cada ser vegetal, cada ser natureza. Somos filhos e filhas dessa terra que nos acolhe maternalmente, mas que também, como uma boa mãe, nos aponta o dedo com suavidade e firmeza quando ultrapassamos os limites do respeito.

O ano de 2020 talvez tenha sido o ano mais importante de nossas vidas. Talvez tenha sido o ano que mais ofereceu a toda humanidade a oportunidade para crescer, amadurecer e aprender o verdadeiro sentido da amorosidade, da gentileza, da tolerância e do respeito.

Desejo a todos um final de ano de sossego para que momentos de introspecção, abrindo espaço que abrigue a luz, aqueçam os corações e transbordem bem querer.

Feliz Natal!

Psicóloga Maria Teresa Guimarães