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Era uma vez um mundo apressado, carregado de complexidade e competitividade, marcado por uma ligação tecnológica potencialmente bivalente para o bem e para o mal…

E era uma vez uma menina carregada de sonhos, que procurava desligar-se da tecnologia e conectar-se mais com a natureza (a sua e a envolvente), e que acreditava ser possível perpetuar o Natal… Concretamente os valores e inspiração que na sociedade da qual fazia parte surgem com data marcada, todos os Dezembros de cada ano…

Era uma vez uma menina que transbordava intensidade e esperança… Nos dias mais sombrios e também nos iluminados… Que procurava recolher estrelas, acompanhar-se de anjos e redecorar a Árvore da Vida com afetos coloridos, abraços apertados, sorrisos cativantes, imagens de esperança e entrega…

Era uma vez uma menina que procurava não só ser Natal todos os dias, como festejá-lo e partilhá-lo o melhor e mais afetuosamente possível… Com aqueles que lhe eram queridos, com os que cruzavam o seu caminho e olhar, fundindo-se numa sintonia de energias e reciprocidade… Daquelas que acrescentam ternura, aprendizagens e partilha em todos os meses do ano…

Era uma vez uma menina vestida de Natal e orgulhosa das suas cores…

Cristina Guia.

 

 

Na antiga Grécia, Sócrates era um filósofo, muito considerado pela sua sabedoria.
Um dia, veio alguém ao seu encontro e disse-lhe:
– Sabe o que eu acabei de ouvir sobre o seu amigo?
– Espere um pouco – respondeu Sócrates – antes de me contar, eu gostaria de fazer um teste consigo. Chama-se o teste dos três filtros!
– Dos três filtros?
– Sim – continuou Sócrates – antes de contar qualquer coisa sobre os outros, é conveniente filtrar o que se vai dizer. Eu chamo a isto o teste dos três filtros.
O primeiro filtro é a VERDADE.
Já verificou se o que me vai dizer é verdade?
– Não, eu só ouvi.
– Muito bem. Então você não sabe se é verdade…
Continuamos com o segundo filtro, o da GENTILEZA.
O que me quer dizer sobre o meu amigo, é bom?
– Não! Pelo contrário…
– Então – questionou Sócrates – você quer contar-me coisas desagradáveis sobre ele e nem tem a certeza se elas são verdadeiras…
E agora passamos ao teste do terceiro filtro, o da UTILIDADE.
É útil que eu saiba o que você me vai dizer sobre esse amigo?
– Não…
– Então – concluiu Sócrates – se o que você me queria contar não é nem verdade, nem bom, nem útil, qual a razão desta conversa?

Via Mala d’estórias.
 

Já me perguntei várias vezes se os dias em que somos obrigados a ser ociosos não são justo os que passamos na mais profunda atividade. E se nossa própria ação, quando vem mais tarde, não é apenas o último eco de um grande movimento que ocorre nos dias inativos.

Em todo caso é muito importante ser ocioso com confiança, com entrega, se possível com alegria. Os dias em que nem mesmo nossas mãos se mexem são tão excepcionalmente silenciosos que mal é possível erguê-las sem ouvir um monte de coisas.

Rainer Maria Rilke, Cartas do poeta sobre a vida.

Ilustração: Doce ócio (detalhe), John William Godward

 

 

Idade, plural-idade, meia-idade, envelhecimento, velhice… quantas significações, mistérios, mitos e preconceitos!

Numa sociedade cada vez mais impregnada pelos valores da eterna juventude, como envelhecer?

Como assumir as marcas do tempo, que fazem suas inscrições no corpo e na alma?

Como assumir a passagem do tempo que vai levando esta vida para uma finalização, quando a sociedade materialista e consumista quer negar tal realidade?

As marcas do tempo se revelam nas rugas, nos óculos, nos cabelos brancos, na menopausa, no colesterol, na aposentadoria, nos lutos cotidianos pelos que partem… Enfim, como disse Jung, as perdas são sinais que a vida nos dá de que somos seres de passagem. Mas atualmente parece que é normal negar isso, queremos parecer eternos e eternamente jovens, porém não tem como reverter tal situação; pelo menos por enquanto, todos nós envelhecemos – bem ou mal, esta é a única opção que nos cabe ter.

Dulcinéa da Mata Ribeiro Monteiro, Metanóia e Meia-Idade.

 

 

O ser humano é o mais alto e nobre investimento da vida, momento grandioso do processo evolutivo que, para atingir a sua culminância, atravessa diferentes fases que lhe permitem a estruturação psicológica, seu amadurecimento, sua individuação, conforme Jung.

Ao atingir a idade adulta deve estar em condições de viver as suas responsabilidades e os desafios existenciais. É comum, no entanto, perceber-se que o desenvolvimento fisiológico raramente faz-se acompanhar do seu correspondente emocional, o que se transforma em conflito, quando um aspecto não é identificado com o outro. Em tal caso, o período infantil alonga-se e predomina, fazendo-se característica de uma personalidade instável, atormentada, insegura, depressiva ou agressiva, ocultando-se sob vários mecanismos perturbadores.

O seu processo de amadurecimento psicológico, portanto, pode ser comparado a uma larga gestação, cujo parto doloroso propicia especial plenificação.

Joana de Ângelis.

 

 

E que se mantenha assim!
A bruxa que voa, que se aventura, que se posiciona e que decide.
As nossas bruxas soltas dão asas à imaginação: criatividade é o que não nos falta!
Ressignificamos o uso das nossas vassouras. São os nossos veículos para voos livres, independentes e transgressores.
Não aceitamos amarras e cala bocas. Não aceitamos freios indevidos e impostos. Somos escolhas dos nossos caminhos, das nossas atitudes e das nossas direções.
Bruxa? Eu?
Sim. E com orgulho!
Sabemos identificar, entender e manusear ingredientes da vida. Sabemos o momento de separá-los e, também, quando devemos integrá-los, criando novas formas, novos olhares, novas possibilidades.
É o nosso aspecto bruxa que nos permite fazer as transformações necessárias para a manutenção da nossa integridade e do nosso equilíbrio.
Se algo nos bagunça por dentro, sabemos aceitar para entender onde precisamos nos aperfeiçoar para evoluir.
Somos bruxas femininas inteiras, com nossas contradições, nossos opostos, nossas quedas e nossos renascimentos.
Nas quedas e quebraduras, sofremos sem sermos vítimas. Ampliamos e aprofundamos o olhar em busca daquilo que precisa ser amparado e aparado dentro de nós e por nós. Levantamos, sacudimos a poeira, montamos na nossa vassoura, alçamos voos e damos a volta no que nos fez cair.
Bruxa? Você?
Bruxa? Eu?
Assumidamente bruxas!

Maria Teresa Guimarães.

 

 

Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.

Eduardo Alves da Costa

Nota: Trecho do poema “No caminho, com Maiakóvski“, muitas vezes erroneamente atribuído a Vladimir Maiakóvski. Seu autor, o poeta Eduardo Alves da Costa, garantiu que Maiakóvski nada tem a ver com o poema, em matéria na Folha de São Paulo, edição de 20.9.2003.

 

 

Em um momento de minguadas motivações para festejar, vamos buscar um pouco da energia que ainda nos resta para elevar as mãos aos céus e vibrar no que merece a nossa atenção especial.
Salve Nossa Senhora Aparecida!
Feliz mês das crianças! Gratidão por nos ensinarem a alegria e a esperança!
Salve professores!
Parabéns aos nossos mestres, por todos os esforços e por todas as conquistas!
Parabéns aos Médicos, pela entrega plena e incondicional na missão de salvar vidas.
Vale celebrar? Sim, vale!
É preciso manter o humor, a alegria, a dedicação e a motivação.
Sem deixar de enxergar o lado triste da nossa realidade, é importante constatar o que de diferente estamos fazendo para colaborar com uma realidade mais positiva. Somos Um com o Universo? Sim, somos. Portanto, precisamos lembrar que as nossas atitudes têm consequências nesse macro mundo das relações. Tudo reverbera. Seja pelos meios de comunicação, seja pelo que emanamos em uma comunicação que segue invisível, partindo de onde e como escolhemos vibrar.
Somos parte desse todo, para o bem e para o mal. A escolha é de cada um de nós. Sombra e luz fazem parte do todo e cada um de nós carrega as duas dentro de si. Depende de mim, de você, de nós, a escolha de onde e como queremos vibrar.
E, nessas semanas de motivos importantes para serem comemorados, que estejamos conscientes de que, apesar de tudo, podemos e devemos buscar dentro de nós, a amorosidade, o respeito, a generosidade e a alegria. Qualidades tão necessárias para que, com gentileza, possamos abrir o nosso coração em homenagem a todos esses, que, de alguma forma, nos oferecem proteção, verdade, espontaneidade, cura e possibilidades de ampliarmos nossa mente. E, assim, podermos nos tornar pessoas com excelência e integridade na alma, na vida e no olhar.
Salvemo-nos!
Salve!

Maria Teresa Guimarães.

ABAIXO A LEITURA, PIM!

Andam por aí elementos suspeitos que se escondem nas sombras das bibliotecas e chegam a ir às escolas para espalhar um vício terrível e abominável especialmente junto dos mais novos! Dos mais tenros! Dos mais ingénuos! Um vício que se chama
LEITURA!
Os passadores dessa droga dura, os dealers da leitura transformam simples cidadãos em leitores! Em mortos vivos! Em gente que entrega a sua vida aos livros, às histórias, aos romances, aos poemas, gente que se esquece de tudo o mais!
Abaixo a leitura, pim! Abaixo os leitores, pum!
O leitor é um doente!
O leitor é um viciado!
O leitor se esquece de tudo mais só para ler!
Cuidado com eles! Porque o pior de tudo é que a leitura pega-se! Cuidado com os leitores! Afastai-os de vós! Protegei os vossos filhos!

Morra a leitura, morra! E Pim!

Uma geração que lê é uma geração que pensa!
Uma geração que lê é uma geração que duvida!
Uma geração que lê é uma geração que questiona!
Uma geração que lê é uma geração que critica!
Uma geração que pensa e duvida e questiona e critica não engole qualquer patranha que lhe queiram enfiar! Não obedece! Não se baixa! Não se cala! Uma geração que lê e pensa é um perigo para a civilização ocidental e para o país!

Abaixo os leitores! Morra a literatura! Morra! Pum!

Esta gentinha põe-se a ler em vez de trabalhar, de verter o seu suor a bem da nação, de aceitar paciente e responsavelmente que lhe retirem a assistência médica, o subsídio de doença, a reforma, o teatro, a música! As cuecas, se for preciso!
Esta gentinha que lê perde-se a interrogar as medidas necessárias e urgentes para o bem do mercado, dos bancos, dos acionistas que são quem faz andar o país!
Quem lê ainda por cima diverte-se! Entretém-se!
A ler, os leitores viajam! E aprendem! E refletem! E riem! Choram! E sonham!

Morra a leitura, pim! Pam! Pum!

A leitura faz conhecer personagens imorais como o débil Carlos da Maia e a desavergonhada Eduarda da Maia,
e bruxas repelentes como a Dama de Pé de Cabra do Alexandre Herculano ou a Blimunda do “Memorial do Convento”
Seres inúteis e irreais como o Gato Zorbas da “Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar”.
Criaturas atrevidas, desobedientes e revolucionárias como o João-Sem-Medo, o Pinóquio, o Tom Sawyer, o Oliver Twist!

E loucos como o cigano Melquíades e o coronel Buendía dos “Cem anos de Solidão”.

A leitura faz-nos viajar por lugares mal frequentados como a Ilha do Tesouro, o Beco das Sardinheiras do Mário de Carvalho, os Mares do “Mobby Dick”, a Buenos Aires de Borges, a Paris de Marcel Proust, a Londres de Oscar Wilde, a Moscovo de Tolstoi!

A leitura faz-nos rir de pessoas sérias como o Conde de Abranhos, o Sancho Pança ou o Escriturário Barthleby.

Já para não falar dos autores, meu Deus! Esses seres abjetos! Os escritores que escrevem livros e livros sem um pingo de vergonha! Deviam ser presos! Encerrados num jardim zoológico! Condenados aos trabalhos forçados! À morte! À cadeira elétrica!

Camões, por exemplo, era um marginal que andava sempre à espadeirada. E se fosse só isso, ainda podíamos perdoar. A luta, a pancadaria, a guerra não são reprováveis. Podem até ter uma função muito positiva na nossa sociedade!
Mas esse tal Camões escrevia entre espadeiradas!!! Escrevia estrofes e mais estrofes! Sonetos que enchem livros e que continuam a gastar papel que podia ser poupado para fazer pacotes de castanhas ou relatórios anuais da administração das empresas.
E o Bocage? Dizia impropérios! Palavrões! E até na poesia deixava a marca da sua pouca vergonha! Se escrevesse pornografia nós aceitávamos esses palavrões! Tinham uma função social! Mas poesia…!
E não esqueçamos essa histérica e louca Florbela Espanca, essa desavergonhada, essa grande doida, que queria amar! Deixai-nos rir! Se amasse o seu marido uma vez por semana cumpria a sua obrigação! Se fosse amante do chefe lá do escritório, estava a contribuir para uma gestão equilibrada do produto interno bruto! Mas não! Ela vertia nos versos o seu desejo de amar este, aquele, e mais o outro!
E lembremos Álvaro de Campos que é uma invenção torpe, um sujeito que nunca existiu de facto! Puro delírio! Personagem frágil e contraditória! E Ricardo Reis que também não existia! Nem Alberto Caeiro! Nem Bernardo Soares!
O Sr. Fernando Pessoa que escrevia cartas de amor devia ter tido vergonha e dedicar-se à sua profissão pobre mas honrada de escriturário! E de muitos mais escritores poderíamos falar! Gente horrível, que só gosta de mexer na miséria e na lama, gente carregada de maldade que nos fala da Queda dos Anjos e de Amores de Perdição, de Barrancos de Cegos, de Lobos que Uivam, de Versículos Satânicos!
E até quando escrevem sobre gente feliz, tem de ser gente feliz com lágrimas!

E há quem os leia! Quem sofra com eles! Quem os desfolhe carinhosamente sem saber que o veneno entra pelos olhos que leem e pelos dedos que folheiam! E depois da leitura de uma página, por vezes depois da leitura de um só parágrafo já não há remédio! Eles já são leitores! Estão apanhados irremediavelmente pelo canto de sereia da leitura! A possibilidade de salvação é extremamente diminuta!
Os livros deviam ser reciclados e transformados em lenços de papel! Em solas de sapatos! Em bolas de futebol! Mas livrai-vos de os ler! Ou melhor! Queimem-nos! Lembrem-se daqueles que ao longo da história tentaram salvar-nos queimando pilhas e pilhas de livros!

Abaixo os livros! Morra a leitura! Morra, E Pim!

Os livros fazem-nos afastar da realidade, da economia! Do mercado! Do futuro!
Uma ponte é feita com ferro e cimento e não com livros!
No tribunal, o advogado não defende um criminoso com poesia!
Na sala de operações o cirurgião não abre os órgãos de um doente com um romance!
Ninguém se deixa corromper por um soneto!

Abaixo a prosa! E a poesia! E o ensaio!

Morra a leitura, morra! E Pim!

E temos de falar das bibliotecas, essas casas sombrias onde o vício é permitido! Pais! Protegei os vossos filhos! As bibliotecas são autênticas salas de chuto de porta aberta ao público! E estão carregadas e alto abaixo de livros! E os livros estão à vista! Pior ainda, os livros estão à mão de qualquer criança ingénua! E alguns até têm ilustrações, bonecos que tornam a leitura mais fácil e a perdição mais próxima! E o pior é que podem ser requisitados e levados para a casa, para o seio da família onde vão espalhar a sua ação desagregadora e malfazeja!

Morra a leitura! Abaixo as bibliotecas! Pum!

Mas há esperanças para o futuro!

Por alguma razão muitos dos nossos melhores e mais impolutos dirigentes só leem resumos! Ou extratos da conta bancária! Quanto ao resto, nada! Nem uma palavra! Nem uma linha!
E quando lhes perguntam o que andam a ler, muito perspicazmente, eles inventam títulos de livros que não existem para lançar o engano e, quiçá, salvar alguém dos terríveis vícios da leitura!

Sigamos o exemplo que muitos dos nossos dirigentes e gerentes e gestores nos apontam! Há que ter a coragem de dizer bem alto:

A leitura prejudica gravemente a ignorância!

E sem ignorância o país não progride! Não crescem os juros! Não se investe nas offshores! O estado não vende empresas abaixo do preço aos particulares! O preço da gasolina não sobe!

Acabemos de vez com a leitura! Abaixo a leitura! E Pim!

Se puserem um livro à vossa frente, caros amigos, cuidado! Desviem o olhar! Não abram nem uma página! Pode bastar um verso para vos contaminar! Um homem que lê pode desejar viver num mundo melhor! Pode de repente sentir as lágrimas correrem-lhe pela cara abaixo! Pode querer subitamente ajudar os aflitos! Pode abraçar estupidamente um amigo ou beijar os lábios de uma rapariga bela como um raio de sol a iluminar a mais bela rosa do jardim!

Por isso é preciso fechar as portas aos antros de leitura! Sabemos que pode parecer doloroso mas é fundamental arrancar de vez os livros das mãos dos viciados e impedi-los de ler uma linha sequer! Se for preciso tapai-lhes os olhos! É preciso preparar o futuro dos nossos filhos! Não lhes dar ilusões, nem sonhos, nem alegrias! Nem dúvidas, nem sabedoria, nem nada!

Abaixo as bibliotecas! Abaixo os livros! Morra a leitura! Morra!
Fim!
José Fanha
Poeta do séc. XXI
e
tudo

Todos nós já reagimos após algum acontecimento desagradável da forma “Sabia que isso aconteceria. Tive um pressentimento”. Isso, porém, não é orientação. É a voz da ansiedade tendo um momento “eu te avisei”. A diferença está em que a verdadeira orientação é sempre isenta de medo. Sua alma não lhe diz: “Cuidado, coisas ruins estão para acontecer.” Ela o guia para longe da situação antes que as coisas fiquem ruins. Algumas vezes, ela o tira do perigo antes que surja uma possibilidade mínima de algo acontecer. A voz do medo nunca faz isso, visto que ele reage à ameaça imediata, tanto real como imaginária. Vencer a voz do medo é importante porque o medo é parte do escudo que o mantém afastado de seu eu interior. Assim como a fantasia de estar protegido, o medo é a fantasia de que você está sempre em perigo. A orientação verdadeira remove essas fantasias e as substitui pela realidade: você possui um guia em seu interior, ele é confiável.

Deepak Chopra, Reinventando o Corpo, Reanimando a Alma.